Minha opinião, a quem importe.
Quem esteve presente nesse ultimo fim semana (26 e 27 de maio) na Casa de Cultura Justino Martins de Cruz Alta/RS pode ver o mais novo trabalho do Grupo Teatral Máschara como o apoio da AAPA (Associação dos Amigos e Protetores dos Animais) no 48º Cena ás 7, o espetáculo Os Saltimbancos trouxe a o púbico cruzaltense um musical infantil qual foi inspirado no conto Os Músicos de Bremen recolhido pelos Irmãos Grimm ficou mais conhecido no Brasil depois de adaptado para o teatro de Sergio Bardotti. Com músicas de Enrique Martinez e letras de Chico Buarque. Em resumo, quatro animais muito diferentes entre si buscam um só ideal para suas vidas: escapar da opressão de seus donos. O jumento, a galinha, o gato e o cão representam, poeticamente, cada qual com sua personalidade, o sonho comum a todo ser humano: derrotar toda a forma de tirania já que eram oprimidos pelos seus antigos barões.
Fonte: http://grupoteatralmaschara.blogspot.com.br/ , http://www.educared.org/educa/index.cfm?pg=biblioteca.interna&id_livro=50
Quem esteve presente nesse ultimo fim semana (26 e 27 de maio) na Casa de Cultura Justino Martins de Cruz Alta/RS pode ver o mais novo trabalho do Grupo Teatral Máschara como o apoio da AAPA (Associação dos Amigos e Protetores dos Animais) no 48º Cena ás 7, o espetáculo Os Saltimbancos trouxe a o púbico cruzaltense um musical infantil qual foi inspirado no conto Os Músicos de Bremen recolhido pelos Irmãos Grimm ficou mais conhecido no Brasil depois de adaptado para o teatro de Sergio Bardotti. Com músicas de Enrique Martinez e letras de Chico Buarque. Em resumo, quatro animais muito diferentes entre si buscam um só ideal para suas vidas: escapar da opressão de seus donos. O jumento, a galinha, o gato e o cão representam, poeticamente, cada qual com sua personalidade, o sonho comum a todo ser humano: derrotar toda a forma de tirania já que eram oprimidos pelos seus antigos barões.
Na trama, o jumento – cansado de tanto trabalhar sem recompensa alguma – decide fugir para a cidade, almejando um emprego como músico. No caminho, encontra um cachorro, na verdade mais um animal desiludido com seu antigo dono, pois sempre estava atrelado às suas ordens e nunca tinha nenhum tipo de reconhecimento. O jumento, sensibilizado pela história do seu “quase igual”, convida o novo companheiro para segui-lo em direção à cidade. Pouco depois, no mesmo caminho, os dois encontram uma galinha, que também tinha fugido de um malvado dono. Rapidamente, ela se junta à dupla sonhadora. Adiante, encontram uma gata que não suportava mais viver presa, porque, segundo ela, os gatos já nascem livres. Por isso, também passou a acompanhar o trio.
A montagem apresentada pelo Grupo tem a direção de Cléber Lorenzoni e Dulce Jorge, que possa se dizer de passagem que foi exercido um ótimo trabalho, o espetáculo tem um visual incomparável, com figurinos e elenco assinados por Dulce com o apoio de Cléber Lorenzoni, afirmo em dizer que é de encher os olhos com uma direção de palco muito bem elaborada, um cenário simples, mas bastante funcional, além de um figurino muito bem desenhado os atores contavam com uma maquiagem linda e bastante expressiva dando ainda mais a identidade em cada uma dos animais, embora o ator Renato Casagrande tivesse a tomar mais cuidado já que na apresentação do primeiro dia viu-se a cara do cachorro escorrer, um pequeno detalhe diria assim já que no segundo dia não ocorreu o mesmo. Gabriel Wink na interpretação do Jumento que o cotutor do espetáculo, esta bem, mas conforme mostra o texto trata-se um velho e pobre jumento já calejado que trabalhou a vida toda, e isso faltou Gabriel trazer a sua personagem e por ser o condutor do drama cabe a ele dar o ritmo merecido, Gabriel tem um grande talento, mas que cabe salientar que suas insistentes tentativas de trazer o publico para participar não foram alcançadas e em minha opinião deveria ter ele se dado conta porque já que não obtido o êxito de inicio o ator corre o risco de parecer um tanto incomodo a pateia, isso também pode ser levado em conta pelo restante do elenco. Renato Casagrande como o Cachorro estava muito bem e dotava de uma energia magnifica até mesmo para um pobre cachorro velho abandonado pelo seu dono, mas nada que não venha apenas a somas na peça, Renato sem duvidas contava de uma energia contagiante e um ritmo um da qual parte do elenco também deveria utilizar, ele estava muito bem nas cenas em que lhe era exigido para cantar e dançar. Alessandra Sousa em a Galinha em alguns momentos me pareceu um pouco distante do que acontecia em cena, sua falta de ritmo nas musicas foram percebidas já que os atores estavam de microfones, mas sem duvidas soube executar muito bem sua personagem e estava excelente nas suas cenas com um bom toque de humor que causou um carisma em quem assistia, e por ultimo o Cléber Lorenzoni, no papel da Gata, talvez soe estranho em se falar que um homem representou uma gata em um espetáculo infantil, confesso que pra mim houve um grande receio já que o publico infantil é muito observador e exigente e que por ver um homem no papel de uma gata talvez trouxesse alguma revolta digamos assim, porem Cléber já é uma ator de longas datas e soube interpretar perfeitamente dando um toque especial a personagem embora ele tenha não pego bem as letras das musicas do espetáculo, e isso é muito importante já que se trata de um musical. Deixo ainda algumas colocações para o elenco em geral, como conhecer bem as letras das musicas e seus ritmos e também o texto como um todo, pois em cenas quem que havia dialogo tanto entre os atores como com a plateia o texto em si bem como foi escrito por Bardotti, acredito q a pouca experiência do grupo nesse tipo de montagem requer mais trabalho e afinação, e cabe ao grupo todo a conhecer mais como trabalhar com microfones para que isso não se torne um problema para quem os ouve. Na parte técnica, na luz com elaboração de Cléber Lorenzoni e auxilio e execução de Ricardo Fenner houve pequenos contratempos porem nada que prejudique a peça, já na trilha sonora com execução de Gabriela Varone podem-se perceber alguns problemas que por sua vez causaram incomodo ora, por musicas que entravam mal, ora por volume que estava na medida errada.
Mas sem dúvidas esse novo trabalho tem muito a crescer e ser mais um grande sucesso desse Grupo que há 20 anos encanta nos palcos do nosso estado, não poderiam deixar aqui meus parabéns ao Máschara e dessas duas apresentações aqui comentadas quem sem dúvida ganhou muito foi o publico e especial às crianças, mas não só elas assim como os adultos que estiveram o prazer de poder ver mais um belo trabalho do Grupo Teatral Máschara.



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